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sábado, 18 de setembro de 2010

Som Imagem Movimento Gente

Em março de 1979, o Theatro José de Alencar abriu as portas durante 4 dias, para mais de 400 artistas, dentre músicos, poetas, atores, dançarinos, artistas plásticos, fotógrafos e cineastas, engajados em apresentar suas manifestações artísticas autorais. Foi a Massafeira Livre, um movimento cultural coletivo, que envolveu um grande público e revolucionou o conceito das apresentações tradicionais no Theatro, estendendo o evento por mais de 6 horas de duraão em cada dia. Como a música teve um destaque especial, o movimento gerou um disco duplo, que lançou grandes nomes da cultura cearense e deixou marcado na história a determinação desses jovens artistas.

Inspirado no espírito de coletividade que moveu a Massafeira Livre, surge o ManiFesta! Festival das Artes, lançando novas metas, novas setas, novos sonhos. Mais de 300 artistas realizarão uma ocupação multicultural em todos os espaços do histórico Theatro José de Alencar, sábado dia 18 de setembro de 2010, numa maratona de 18 às 6 horas da manhã, com entrada franca.

Na noite do evento será lançado oficialmente o albúm duplo Massafeira em CD remasterizado, e o Livro Massafeira 30 Anos - Som Imagem Movimento Gente, escrito coletivamente por diversos autores. O livro foi organizado pelo cantor e compositor Ednardo e conta com muitas imagens inéditas, fotos de Gentil Barreira, ilustrações de Brandão, fotogramas do filme realizado por Ednardo durante a Massafeira, imagens de Rosemberg Cariry, além de trabalhos de vários outros artistas.

O teatro centenário será palco do encontro de gerações, onde se apresentarão Ednardo, Rodger Rogério, Calé Alencar, Lúcio Ricardo, Chico Pio, Régis e Rogério, entre outros, junto com novos artistas que se destacam na atual cena musical cearense, como Vitoriano, Daniel Medina, Breculê, Jonnata Doll, Renegados, Coletivo Bora!, além de outras bandas.

As fotos de Gentil Barreira e os filmes de Rosemberg Cariry também dialogarão com a arte de diversos grupos de múltiplas linguagens, como música, dança, teatro, performance, poesia, intervenções, literatura, cinema, vídeo, artes plásticas, instalações, exposições de fotos, quadros e esculturas.

A oportunidade de avaliar a importância de movimentos artísticos coletivos como a Massafeira nos dias de hoje, abre espaço para a discussão sobre as políticas culturais e a movimentação artística local, propondo uma atuação mais efetiva dos órgãos governamentais, dos produtores e dos artistas, na criação de projetos que proporcionem um funcionamento mais efetivo de toda a cadeia produtiva das artes no Ceará.

O filme Massafeira realizado por Ednardo e Julia Limaverde, com imagens inéditas captadas em negativo 16mm durante a Massafeira em 1979, será exibido durante o evento. Com a intenção de dar continuidade ao documentário, será realizado durante a noite, um filme coletivo ao vivo, onde o público poderá colaborar levando suas câmeras, máquinas fotográficas e até câmeras de celular, para captar imagens durante a realização do evento.

Será uma noite especial! Além das apresentações programadas, convidamos o público para vestir seus figurinos, trazer seus personagens, desengavetar suas poesias e interagir, seja filmando, atuando ou simplesmente prestigiando. Manifestem-se!

SERVIÇO

ManiFesta! Festival das Artes
Lançamento Livro e CD Massafeira 30 Anos

DATA
18 de Setembro de 2010
Das 18 h as 6 h
12 horas duração

LOCAL

Theatro José de Alencar
Praça José de Alencar, s/n, 60033-976
Fortaleza, Ceará, Brasil
Telefones: (85) 3101.2596 3101.2603
http://www.secult.ce.gov.br/

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ensaio mensal do Maracatu Solar

Ensaio mensal do Maracatu Solar, com desfile de fantasias de Fabrício Oliver. Tema "Riscou no céu uma estrelinha" de Descarte Gadelha, Pingo de Fortaleza e Calé Alencar.


Data: 21/08/2010
Horário: 18:30 às 20:30 h

Local: Sede Solar
SERVIÇO

E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias
Texto: Caio Quinderé
Direção: Caio Quinderé e Ilclemar Nunes
Onde: Teatro Emiliano Queiroz
ESTREIA: dia 21/8, sábado, 19h
Temporada: 22,28 e 29 de agosto
ENTRADA FRANCA

domingo, 8 de agosto de 2010

Descartes Gadelha diz que ritmo triste de maracatu é deformação

Descartes Gadelha: em busca da batida
perfeita e alegre para o maracatu.
Em foto de Edimar Soares
Artista plástico e compositor de loas, Descartes Gadelha, ataca aqueles que defendem que o ritmo triste e arrastado do maracatu seja uma tradição a ser preservada no Ceará. Pelo contrário, trata-se de uma deformação, diz o macumbeiro – como também são chamados os compositores de loas.

Ele também critica outras supostas tradições do maracatu, que encena a cerimônia da coroação dos reis do Congo – por isso “congada” era o nome original da cerimônia.

Descartes deu entrevista para o caderno Vida & Arte do O POVO. Reproduzo alguns trechos abaixo, mas vale a pena ler a íntegra.

«O maracatu dessa época já usava esse ritmo, bem gostoso, bem contagiante. Essa alegria perdurou muitos anos. Só que, quando as televisões e as revistas passaram a publicar as fantasias dos bailes de Carnaval do Rio de aneiro e das escolas de samba, os donos de maracatu, vendo a beleza plástica das fantasias, disseram que nosso maracatu era pobre: era feito com renda do Aquiraz, algodãozinho, chita. Foi quando os figurinistas entraram para o maracatu [ na década de 1960]. A renda foi substituída por lamê, veludo, cetins importados, e o maracatu foi descaracterizado culturalmente. Perdeu na força folclórica, mas ganhou em showbusiness. Aí é que entra a parte melódica. Como é que se podia dançar com fantasias de 30 quilos? A solução foi acabar com o batuque. Tiraram a coisa frenética e colocaram um ritmo de enterro, de procissão, muito lento, tristonho, pra ninguém dançar. O importante era o maracatu desfilar com fantasias luxuosas. O ritmo foi pras cucuias. As fantasias eram lindas, mas o espírito do maracatu se perdeu. Deixou-se de dançar. [...] E isso foi por tanto tempo que as pessoas começaram a achar que era característica do nosso maracatu. [...] Esse conceito de originalidade do maracatu ser triste, funesto, é um erro de 30, 40 anos e só.»

«O maracatu é uma das peças da consciência negra. Mas por que um negro, quando desfila no maracatu, é obrigado a pintar a cara de preto? [...] Existem grupos de negros que não participam do maracatu por se sentirem agredidos.»

«Eu estou com 67 anos. Na minha infância, nós íamos atrás dos maracatus rodando toda a cidade de Fortaleza, da Praça do Ferreira pra Igreja da Sé, passando pela Dom Manuel, e a praça José de Alencar. Eram 10, 12 quilômetros de batuque. A intenção nossa, minha e do Pingo [cantor e compositor] , é de tornar o maracatu como ele é, uma festa de alegria, de participação.»

Texto tirado do Blog de Plinio Bortolotti

Abertura do 2º semestre do Ponto de Cultura Fortaleza dos Maracatus

   Com palestra do cantor, compositor, produtor e pesquisador cultural Calé Alencar. 
  • Horário: 19:00 h, 
  • Local: Sede Solar
  • Data 09/08/2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pode entrar que a casa é sua...

Curso: Pode entrar que a casa é sua
Período do curso: 16 a 31 de agosto de 2010
Local: Associação Cultural Solidariedade e Arte - SOLAR

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

“SÃO JORGE SOLAR"

“SÃO JORGE SOLAR"
CARNAVAL 2010


O Maracatu Solar, um programa de extensão da Associação Cultural Solidariedade e Arte – SOLAR, onde no Carnaval 2010, com sua energia marcante e seu ritmo singular e plural. Com a Loa “São Jorge Solar”, de Descartes Gadelha e Pingo de Fortaleza, o Maracatu Solar homenageia um de seus fundadores, Jorge Ramos da Costa, que foi para outro plano em 2009, afinal ...


EI TUM TUM TUM TÁ
TÁ CONTANDO AS ESTRELAS
PRA NOS ALEGRAR BIS (Coco-Maracatu)
OI TUM TUM TUM TÁ
É PRA NOSSO SÃO JORGE
ESSE BATUCAR


Convidamos a todos para fazer parte desta grande festa de Alegria, Ritmos e Cores, numa grande celebração a Vida!!!!!

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